Doação de órgãos por vivos: questões éticas e impactos na saúde mental
Resumo
O transplante de órgãos é uma prática essencial para tratar inúmeras doenças, melhorando a qualidade e expectativa de vida de vários pacientes. Contudo, o Brasil enfrenta uma disparidade significativa entre a demanda e a disponibilidade de órgãos, com mais de 45 mil pessoas na lista de espera em 2024. A realização de transplantes intervivos trouxe benefícios como menor tempo de espera, mas também desafios éticos importantes. Doadores vivos precisam ser avaliados para garantir a compreensão dos riscos e a ausência de coerção para a doação. A realização da triagem psicossocial, realizada por profissionais treinados, pode auxiliar a identificar riscos, além de avaliar a saúde mental dos doadores. Psiquiatras e psiquiatras forenses desempenham um papel importante, investigando motivações, impacto emocional e possíveis transtornos, assegurando escolhas autônomas e informadas. Este estudo revisa práticas, desafios e avanços, destacando a importância das avaliações psicossociais para o processo de doação intervivos.
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