Doação de órgãos por vivos: questões éticas e impactos na saúde mental

Autores

Resumo

O transplante de órgãos é uma prática essencial para tratar inúmeras doenças, melhorando a qualidade e expectativa de vida de vários pacientes. Contudo, o Brasil enfrenta uma disparidade significativa entre a demanda e a disponibilidade de órgãos, com mais de 45 mil pessoas na lista de espera em 2024. A realização de transplantes intervivos trouxe benefícios como menor tempo de espera, mas também desafios éticos importantes. Doadores vivos precisam ser avaliados para garantir a compreensão dos riscos e a ausência de coerção para a doação. A realização da triagem psicossocial, realizada por profissionais treinados, pode auxiliar a identificar riscos, além de avaliar a saúde mental dos doadores. Psiquiatras e psiquiatras forenses desempenham um papel importante, investigando motivações, impacto emocional e possíveis transtornos, assegurando escolhas autônomas e informadas. Este estudo revisa práticas, desafios e avanços, destacando a importância das avaliações psicossociais para o processo de doação intervivos.

Palavras-chave:

Transplante de órgãos, Bioética, Psiquiatria Forense, Obtenção de tecidos e órgãos, doadores vivos

Biografia do Autor

Linajanne Borges Muniz, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre/RS, Brasil.

Linajanne Borges Muniz – Mestranda – linajanne.borges@gmail.com
0000-0001-5276-289X

Lisieux Elaine de Borba Telles, Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Porto Alegre/RS, Brasil.

Lisieux Elaine de Borba Telles – Doutora – ltelles@hcpa.edu.br
0000-0003-4105-5924

Jose Roberto Goldim, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre/RS, Brasil.

José Roberto Goldim – Doutor – jgoldim@hcpa.edu.br
0000-0003-2127-6594

Como Citar

1.
Borges Muniz L, de Borba Telles LE, Roberto Goldim J. Doação de órgãos por vivos: questões éticas e impactos na saúde mental. Rev. Bioét. [Internet]. 28º de novembro de 2025 [citado 15º de fevereiro de 2026];33. Disponível em: https://www.revistabioetica.cfm.org.br/revista_bioetica/article/view/3938