Inteligência artificial na medicina

Autores

Resumo

A inteligência artificial está a transformar progressivamente a prática da medicina, sendo em muitos
casos importante ferramenta de rastreio, diagnóstico, tratamento e acompanhamento de doentes.
Se adequadamente utilizada, e se houver a participação de médicos em sua concepção e desenvolvimento
(physician in the loop), pode tornar os médicos ainda melhores. Este artigo aborda a interface
entre a inteligência artificial, em suas múltiplas variantes, e a medicina. Aprecia-se a problemática do
impacto inevitável da inteligência artificial na relação médico-doente, em especial face à evolução dos
sistemas de transcrição de entrevista médica com o paciente. Conclui-se que considerações éticas,
regulatórias e de boa governança são essenciais no desenho e implementação da inteligência artificial,
assim como recomenda-se atitude prudente sobre a inteligência artificial na medicina, de acordo com
o princípio da precaução.

Palavras-chave:

Bioética, Inteligência Artificial, Medicina, Relação Médico-Paciente, robos

Biografia do Autor

Sofia B. Nunes, Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Porto, Portugal.

Sofia B. Nunes – Doutora – asnunes@med.up.pt
0000-0002-7182-9890

Rui Nunes, Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Porto, Portugal.

Rui Nunes – Doutor – ruinunes@med.up.pt
0000-0002-1377-9899

Como Citar

1.
B. Nunes S, Nunes R. Inteligência artificial na medicina. Rev. Bioét. [Internet]. 9º de março de 2026 [citado 18º de abril de 2026];34. Disponível em: https://www.revistabioetica.cfm.org.br/revista_bioetica/article/view/3982