Uso de metilfenidato entre médicos residentes do Paraná
Resumo
O programa de residência médica é caracterizado por intensa carga horária e alta exigência, favorecendo o uso de substâncias para sustentação do desempenho cognitivo. Este estudo transversal e quantitativo investigou a prevalência e as repercussões do uso de metilfenidato entre médicos no primeiro ano de residência no Paraná. Oitenta e um residentes (6,37% da população estimada) responderam a questionário on-line que abordava dados sociodemográficos, uso e efeitos do cloridrato de metilfenidato e a escala DASS-21. A prevalência de uso foi de 25,9%, sendo os principais motivos: aumento da concentração (66,7%) e redução do cansaço (38,1%). Entre os efeitos adversos, destacaram-se taquicardia (52,4%) e ansiedade (38,1%). Houve associação significativa entre uso de metilfenidato e maiores níveis de estresse (p=0,009). O uso de estimulantes mostrou benefícios subjetivos, mas se associou a impacto negativo sobre a saúde mental, indicando a necessidade de ações educativas e institucionais que desestimulem seu uso não médico.
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