Aspectos éticos das neurotecnologias invasivas: revisão integrativa da literatura
Resumo
O avanço das neurotecnologias, como estimulação cerebral profunda e as interfaces cérebro-computador, tem ampliado as possibilidades terapêuticas e cognitivas, mas também provocado dilemas éticos inéditos. Este estudo realizou revisão integrativa da literatura, com base nas diretrizes PRISMA, nas bases Medline, Lilacs, BVS e SciELO, de 23 artigos publicados entre 2015 e 2025. A análise evidenciou cinco eixos éticos principais: autonomia e consentimento informado; identidade e autenticidade; privacidade mental e direitos neurais fundamentais; justiça e acesso equitativo; e responsabilidade moral e governança. Os resultados apontam que as neurotecnologias desafiam os princípios clássicos da bioética e demandam novas formas de governança ética global, capazes de proteger a liberdade cognitiva, a dignidade mental e a equidade no acesso. Conclui-se que a bioética contemporânea deve antecipar riscos e propor diretrizes que conciliem inovação tecnológica e salvaguarda da condição humana.
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